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Os efeitos da Covid19 na Dinâmica Empresarial portuguesa


Os efeitos da Covid19 na Dinâmica Empresarial portuguesa

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Evolução das Constituições de Empresas.

 

No 1º Trimestre de 2021 foram constituídas 9.950 empresas, que comparativamente ao período homólogo de 2020, representa um decréscimo de 16,68%.

 

 

 

 

 

Ao analisar os 1ºs trimestres desde 2017 verifica-se que até 2020 a tendência de crescimento era positiva, decrescendo a partir daí. Recorde-se, foi no primeiro trimestre de 2020 que foi decretado o primeiro confinamento geral no país, justificando-se assim esta diminuição.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Observatório Infotrust

 

  

  

   

No que concerne às geografias, os distritos onde os empresários mais apostaram neste 1º trimestre de 2021 são: Lisboa, Porto, Braga, Setúbal e Faro.

 

Ao comparar com o histórico de 5 anos estes, na totalidade dos 20 Distritos, têm um peso de 71,5% na constituição de novas empresas.

Fonte: Observatório Infotrust

 

 

 

Em termos de setores de atividade, no período 2016-2020, o Top 5 na constituição de empresas, coincide com a leitura agregada dos três primeiros meses de 2021, sendo eles os setores dos Serviços (25,5%), do Comercio a Retalho (12,19%), da Restauração e Turismo (11,82%), o setor Imobiliário (10,60%) e da Construção (9.94%). Todos os setores na sua maioria, até 2019, apresentavam uma tendência de crescimento acentuada, tendo sido invertida a partir de 2020, fruto do início do primeiro período da pandemia.

                                        

   Fonte: Observatório Infotrust

 

 

 

 

 

 

 

Conclui-se que nos últimos 5 anos o setor económico Terciário foi o catalizador da economia nacional. Aliás, com o desenvolvimento da economia de mercado e com a globalização, este setor terciário é o que mais cresce atualmente em todo o mundo. O seu peso na totalidade das nas novas constituições, representa 70%, , no período de  2016 a 2020.

 

2020 foi sem dúvida um marco importante na dinâmica empresarial, pois interrompeu uma tendência de desenvolvimento, reflexo da confiança dos empresários e empreendedores, com uma forte aposta em novos negócios. O impacto da Covid19, foi o travão desta trajetória.

   

Fonte: Observatório Infotrust

 

 

 

 Evolução nos Encerramentos de Empresas

  

Nos primeiros três meses de 2021 encerraram 9.624 empresas, que comparativamente ao período homólogo de 2020, representa um aumento de 103,77%. Apesar de não ser um bom indicador do dinamismo da economia portuguesa, não podemos esquecer que o saldo entre novas empresas (9.950) e aquelas que encerraram neste 1º trimestre de 2021 é ligeiramente superior para as constituições, equilibrando, desta forma, os números do tecido empresarial português.

 

 

 

  Fonte: Observatório Infotrust

 

Ao recuar cinco anos, todos os 1ºs trimestres apresentam uma tendência de aumento dos encerramentos de empresas. Em 2017 sentiam-se, ainda, as consequências da crise que se vivera nos anos anteriores a 2017 e muitas empresas não tiveram capacidade de sobrevivência. Por outro lado, a partir de 2018 verificou-se um maior rigor na aplicação da legislação que estabelecia que, de forma oficiosa, as sociedades comerciais que durante dois anos consecutivos não tivessem procedido ao registo da prestação de contas à Autoridade Tributária seriam Dissolvidas e Liquidadas. Todavia, segue-se em 2019, uma diminuição significativa deste indicador.  De 2020 a 2021 verifica-se um aumento exponencial no número de empresas que encerraram a sua atividade, uma vez mais, como reflexo dos efeitos da pandemia na economia.

 

 

Fonte: Observatório Infotrust

 

Geograficamente os distritos onde se encerraram um maior número de empresas no 1º trimestre de 2021 são praticamente os mesmos que mais constituíram novas empresas: Lisboa, Porto, Braga, Setúbal com a exceção de Aveiro.

No contexto dos últimos cinco anos, o padrão repete-se e apenas estes 5 Distritos, totalizam 71,22% dos encerramentos de empresas em Portugal, sendo que Lisboa, com 34,38%, conta com mais de metade dessa percentagem.  Todavia, este Distrito, como identificado acima, é também, onde mais empresas são constituídas.

 

Fonte: Observatório Infotrust

 

De 2016 a 2020, o Top 5 dos setores em que mais empresas encerraram pouco difere da análise do 1º Trimestre de 2021, mantendo, desta forma, a tendência. Ao longo dos cinco anos temos os setores do Comércio a Retalho, Construção Civil, Comércio por Grosso e o setor dos Serviços com linhas de evolução praticamente simétricas, com um aumento de 2017 para 2018 e uma tendência positiva de abrandamento das dissoluções até 2020. O 5º setor, o da Restauração e Turismo que diverge, pois apresenta nova subida nos encerramentos a partir de 2019.

Numa análise ao 1ºTrimestre, como referido, mantém-se os quatro setores acima identificados, exceto o do Comércio por Grosso, que, neste período de três meses foi ultrapassado pelo setor da Imobiliária.

 Fonte: Observatório Infotrust

 

 

 

 

 

Apesar do setor económico Terciário, nos últimos 5 anos ter sido a grande catapulta da economia, ao criar mais de dois terços das empresas constituídas no país, verifica-se que foi também o mais afetado, no sentido das empresas não aguentarem e terem de acabar por encerrar as suas atividades. Contudo, podemos ainda assim, afirmar que se regista um aumento nas Constituições de empresas de Fevereiro para Março, na ordem dos 18% o que indica uma maior confiança dos nossos empresários na retoma da economia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

The Effects of Covid-19 in the portuguese business dynamics

  Evolution of Newly Created Companies

 

In the 1st Trimester of 2021 9.950 companies were created, that, in comparison with the same period of 2020, represents a decrease of 16,68%.

 

By analysing the first trimesters since 2017 it can be observed that the growth tendency, until 2020, was positive, decreasing from then on. Remember that, it was in the first trimester of 2020 that the first nationwide confinement was decreed thus justifying this decrease.

 

 

 

 

 

Source: Infotrust’s Observatory

 

 

 

In regard to geography, the districts where entrepreneurs made their biggest bets in this first trimester of 2021 were: Lisboa, Porto, Braga, Setúbal e Faro.

When comparing a 5-year history these, in the entirety of the 20 districts, have a weight of 71,5% in the creation of new companies.

  

 Source: Infotrust’s Observatory

 

 

In terms of sectors of activity, in the 2016-2020 period, the Top 5 in creation of companies, matches with the combined reading of the three first months of 2021, being the sectors of Services (25,5%), Retail (12,19%), Hospitality and Tourism (11,82%), Real Estate (10,60%) and of Construction (9.94%). In the majority all of the sectors, until 2019, presented a tendency of accentuated growth, being reversed from 2020, the result of the start of the first period of the pandemic.

 

 

                       Source: Infotrust’s Observatory

 

 

It is concluded that, in the last five years, the Third Sector worked as the catalyst of the national economy. Indeed, with the development of the market economy and with globalization, this Third Sector is the one that has grown the most, currently, worldwide. Its weight in the total of the new companies, represents 70%, in the 2016 to 2020 period.

2020 was without a doubt an important mark in the business, since it interrupted a development tendency, due to the confidence of the entrepreneurs, with a strong bet in new businesses. Covid-19’s impact was, the brake of this trajectory

  

Source: Infotrust’s Observatory

 

 

 

 The Evolution of Companies Closures

 

In the first three months of 2021, 9.624 companies closed their doors, in comparison with the same period of 2020, it represents an increase of 103,77%. In spite of not being a good indicator of the Portuguese economy dynamics, we can’t forget that the balance between new companies (9.950) and those that closed down this first trimester of 2021 is slightly superior in favor of the creation of new companies, balancing, this way, the numbers of the Portuguese business fabric.

 

                                                             Source: Infotrust’s Observatory

 

Going five years back in time, all of the first trimesters presented a tendency of company’s closures. In 2017 the consequences of the past-2017 crisis were still felt and a lot of companies didn’t have the capability to survive. In contrast, from 2018 on, a more rigorous application of the legislation was made, this legislation establishes, unofficially, that the commercial societies who during two consecutive years didn’t had registered their accountability to the Tax Authority would be dissolved and liquidated. However, after 2019, there was a meaningful decrease of this indicator.  From 2020 to 2021 an exponential increase in the number of companies that closed their activity, is noticed, once again, as a consequence of the effects of the pandemic in the economy.

 

Source: Infotrust’s Observatory

  

 

 

Geographically the districts where the biggest number of companies closures occurred in the first trimester of 2021 were practically the same where new companies were created: Lisboa, Porto, Braga, Setúbal with the exception of Aveiro.

In a context of the last five years, the pattern repeats itself and only these five districts, totaled 71,22% of the closures of companies, with Lisboa, registering 34,38%, more than half of that percentage. However, this district, as identified above, is also, where the most companies were created.

 

  Source: Infotrust’s Observatory

 

From 2016 to 2020, the Top 5 sectors where the most closures occurred differ little from the first trimester of 2021 analysis, maintaining, this way, the tendency. Along the five years we had the Retail, Construction, Wholesale and the Services sector with courses of evolution practically symmetric, with the increase from 2017 to 2018 and a positive slowing tendency of dissolutions until 2020. The fifth sector, Hospitality and Tourism, diverges, because it presents a new increase in closures starting in 2019

  

                                                   Source: Infotrust’s Observatory

 

In an analysis of the first trimester, as mentioned, the four sectors identified above maintain themselves, except Wholesale, that, in this three-month period was overtaken by the Real Estate sector.

 

 

 

Although the Third Sector, in the last five years has been the great catapult of the economy, by creating more than two thirds of the companies created nationwide, it is noted that it was also the most affected, in the sense of not being able to hold on and having to be forced to close their activities. Yet, we can still affirm that an increase in the creation of new companies from February to March, was around 18%, which indicates a bigger confidence between our entrepreneurs with the recovery of the economy.

 

 

 

Source: Infotrust’s Observatory

 

 

 

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